A função protetora de um protetor bucal depende da capacidade do material do protetor de absorver e dissipar a energia proveniente do impacto. Infelizmente, o aumento da espessura do protetor limita o conforto e a funcionalidade desempenhada. Embora o aumento da espessura das camadas de elastômero termoplástico (TPE) ou acetato de etileno-vinila (EVA) possa melhorar a dissipação de força, ele contribui para um aumento do volume oral, o que afeta diretamente funções fisiológicas essenciais:
A Associação Americana de Odontologia recomenda uma espessura oclusal igual ou superior a 3 mm para manter um padrão básico de função oral, um padrão que muitos protetores bucais prontos possuem, mas sem recursos adicionais de segurança.
A Lacuna na Conformidade: Exemplos do Mundo Real que Demonstram a Relação entre Desconforto e Não Uso de Protetores Bucais em Esportes de Contato
A maioria dos protetores bucais de estoque não se ajusta bem, e a proteção que oferecem é bastante limitada. Esses protetores bucais têm tipicamente 3 a 5 mm de espessura e são fabricados para se adaptar à maioria das pessoas, mas isso faz com que não se ajustem a todos os formatos de boca. É exatamente essa má adaptação que faz com que eles saiam da boca durante a prática esportiva. As pessoas, então, inconscientemente começam a travar a mandíbula para mantê-los no lugar. Isso resulta em dificuldades adicionais para falar e respirar. Estudos mostraram que mais da metade dos jogadores de futebol americano e hóquei deixam de usar completamente os protetores bucais. Quando questionadas sobre seus protetores bucais, 80% das pessoas afirmam que eles parecem grandes demais para caber na boca. O grande problema é que os protetores bucais são excessivamente rígidos. A espessura visa proteger a boca, mas, com o aumento da espessura, o protetor torna-se excelente na absorção de impactos; contudo, isso significa que mais energia é transferida para a cabeça durante o impacto.
Protetores Bucais do Tipo Ferva-e-Morde: Alguma Personalização, Mas Sempre com Restrições Térmicas e Oclusais
Protetores bucais do tipo ferver-e-morder consistem em um material termoplástico semelhante a espuma, que é moldado aos dentes após fervura. Embora sejam superiores aos protetores bucais baratos encontrados em lojas de artigos esportivos, apresentam diversos problemas. Começam a perder sua estrutura e forma por volta de 45 °C, o que representa um problema para esportes ao ar livre sob o sol. Estudos demonstraram que esses protetores bucais absorvem cerca de 15% menos impacto do que os protetores bucais personalizados. Muitos usuários reclamam de não conseguirem morder adequadamente o protetor, conforme previsto — uma queixa comum, especialmente entre jogadores de basquete. Cerca de 41% dos jogadores de basquete afirmaram sentir que os saltos faziam com que seus dentes saíssem de posição, o que constitui um problema grave, considerando que o protetor bucal deveria justamente ajudar a eliminar esse risco. Esses protetores bucais perdem progressivamente sua capacidade de proteção contra impactos e seu conforto à medida que o material se desgasta ao longo de três meses; após esse período, oferecem menor proteção contra impactos e certamente são menos confortáveis.
protetores bucais "Feitos Sob Medida para Você": Clinicamente comprovados para oferecer resistência ao impacto e conforto funcional
A maioria dos protetores bucais de classe profissional, utilizados por dentistas, é fabricada com material especial de EVA, com espessura de 2–3 mm em algumas áreas, e é produzida por termoformação a vácuo. Esses protetores bucais distribuem a força do impacto pela boca 40% melhor do que os protetores bucais comerciais do tipo 'ferva e morda' e não causam sensação de volume excessivo. Alguns fabricantes empregam tecnologia de digitalização para criar pequenos canais de ventilação — orifícios respiratórios — na parte superior do protetor bucal. Esses canais demonstraram melhorar o fluxo de ar em até 27% durante atividades intensas, facilitando, assim, a respiração. A maioria das edições personalizadas de protetores bucais para lutas e treinamentos destaca-se pela capacidade de permitir uma fala mais clara e pela ausência de dor ou desconforto na mordida após as lutas. O aspecto mais impressionante e eficaz desses protetores não é sua espessura, mas sim a localização estratégica dos materiais, fundamental para toda a estrutura do protetor.
TPE vs. EVA: Espessura, Dissipação de Energia e Conformidade Oral
A espuma EVA utilizada em protetores bucais é um padrão da indústria há muitos anos. O que a espuma EVA faz? Ela absorve o impacto e, como resultado, reduz os riscos de lesões traumáticas contundentes. O problema? Para que a espuma EVA forneça uma absorção de impacto adequada, ela precisa ter, no mínimo, 4 a 5 mm de espessura. As camadas espessas e sólidas de espuma EVA tornam impossível falar, respirar ou movimentar a mandíbula com conforto. Em contraste, os elastômeros termoplásticos (TPE) oferecem o mesmo nível de proteção contra impactos, mas apenas 2 a 3 mm de TPE são necessários. Em testes laboratoriais de impacto, o TPE permanece > 90% disperso, mas também não restringe o movimento da mandíbula nem provoca reflexo de náusea mesmo com dispersão superior a 90%. A capacidade do TPE de ser moldado conforme a forma da boca permite ainda que o protetor bucal permaneça fixo durante atividades físicas intensas. Os protetores bucais de espuma EVA podem ser menos caros, mas é por isso que a maioria dos profissionais voltados para o desempenho, em todos os setores esportivos de alto impacto e colisão, passou para o TPE. O TPE em protetores bucais também proporciona menor volume e adaptação personalizada à boca do atleta. De forma simples, um protetor bucal de TPE é essencial para otimizar o desempenho atlético.
Métricas Funcionais de Conforto: Respiração, Fala e Estabilidade Mandibular em Uso Real; Preservação das Vias Aéreas: Parâmetros de Resistência ao Fluxo de Ar conforme a norma ASTM F2993-22, aplicados a diferentes categorias de protetores bucais. Para equipamentos de proteção projetados para uso prolongado, uma boa respirabilidade é essencial, pois o fluxo de ar é fundamental para a percepção do usuário quanto à segurança e ao conforto. Quando o fluxo de ar é restringido, aumenta a sensação de esforço por parte do usuário, o que pode levar à redução do desempenho e a uma maior probabilidade de remoção do equipamento. De acordo com a norma ASTM F2993-22, o tipo de protetor bucal tem grande influência sobre o fluxo de ar. Protetores prontos para uso, por exemplo, são conhecidos por gerar cerca de 35% mais resistência devido à sua má construção e a problemas de ventilação na região do palato do protetor. Em contraste, protetores personalizados são reconhecidos por atenderem às normas ASTM sem comprometer a proteção contra impactos, o que implica que tais protetores cumprem os requisitos mínimos de resistência e proporcionam aos atletas competitivos a capacidade de respirar pelo nariz — forma de respiração comprovadamente crucial e frequente. Assim sendo, protetores conformes em ambientes competitivos oferecem aos seus usuários cerca de 66% mais fluxo de ar do que seus concorrentes não conformes.
Projetos inovadores de ventilação indicam que não é possível fazer um verdadeiro compromisso entre manter a mandíbula em posição neutra e permitir uma respiração adequada. Os canais personalizados de fluxo de ar são os mais eficazes, integrando com elegância e eficiência essas duas considerações.
Perguntas frequentes
Por que existe um compromisso entre fatores de proteção e de conforto no projeto de protetores bucais?
Esse compromisso existe porque o uso de maior quantidade de material aumenta a absorção de impactos, mas, ao mesmo tempo, eleva o risco de sufocamento, prejudica a comunicação e aumenta a tensão na mandíbula.
Quanta quantidade de material deve ser utilizada no projeto de um protetor bucal para garantir que outras funções orais não sejam prejudicadas?
Segundo a Associação Dental Americana, o limite máximo de espessura oclusal para garantir proteção adequada, sem impedir outras funções orais, é de no máximo 3 mm.
Por que os protetores bucais continuam sendo pouco utilizados por uma alta proporção de atletas?
A principal causa das altas taxas de não conformidade é a interrupção da função das mandíbulas, dificuldade respiratória, comunicação prejudicada e a presença de atrito causado por protetores bucais mal projetados.
Qual é o tipo ideal de protetor bucal em termos de conforto e fatores de proteção?
Por concepção e devido à melhoria na qualidade dos materiais utilizados, os protetores bucais personalizados oferecem a melhor proteção contra impactos, além de conforto e ajuste ideais.
Por que o TPE é preferido ao EVA na produção de protetores bucais?
O TPE oferece proteção com menor espessura, proporciona melhor adaptação anatômica e maior conforto, sem comprometer uma dispersão adequada do impacto.
Sumário
- Protetores Bucais do Tipo Ferva-e-Morde: Alguma Personalização, Mas Sempre com Restrições Térmicas e Oclusais
- protetores bucais "Feitos Sob Medida para Você": Clinicamente comprovados para oferecer resistência ao impacto e conforto funcional
- TPE vs. EVA: Espessura, Dissipação de Energia e Conformidade Oral
- Perguntas frequentes